Conheça nossa história!

Ventre Livre Odara!
O ventre que acolheu e se desenvolveu junto com as crianças do bairro. O ventre onde ecoou o som do sopapo. O ventre que abraçou a menina que queria ser cantora e tocar violão. O ventre atelier do artista mais incrível do pedaço. O ventre oficineiro que escreve poesia e canção, que planeja, produz e projeta luze e sombras dos filmes. A novidade que levou teatro, circo, fotos e livros para as famílias do jardim. Livre! Um ventre livre feito de sonhos e abraços! Esse ventre, carregado de afetos e sentidos, segue sua caminhada agora em outro bairro. No Centro da cidade o Ventre carrega sempre a sementinha do seu nascer, livre como devem ser as crianças. Livre como deve ser a arte o Ventre Livre é cultura por toda parte!

Em 2008 o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre adquire o certificado Cultura Viva e desde então passa a trabalhar de diversas formas a cultura dentro de suas atividades. O Ventre Livre já nasceu em rede, junto com outros 9 pontos através de um acordo firmado entre o Ministério da Cultura e Ministério da Saúde e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), com o apoio da Unidade de Saúde Divina Providência.

Trata-se de um projeto na interface entre cultura e saúde: a cultura proporcionando espaços de diálogo, relativização de discursos e humanização de relações, partindo do pressuposto que a democratização do acesso ao conhecimento artístico contribui expressivamente para a diminuição de desigualdades sociais, incluindo o acesso à saúde integral.

Em 2009 iniciou-se o trabalho comunitário e estruturação da sede do ponto de cultura na Vila Jardim com participação ativa na rede de pontos de cultura do GHC e do RS. Na sede do ponto de cultura desenvolveu-se oficinas de fotografia na lata, colagem, Tambor de Sopapo, entre outras atividade como cinema no Ponto, acolhimento de Operativos do Posto de Saúde e do GHC, grupo de adolescente VJ Online, participação na assembleia comunitária do bairro, além de levar peças teatrais, circo e apresentações musicais para as ruas da comunidade.

Em 2011 foi incluído no projeto o artista plástico Paulo Montiel, vizinho do Ponto de Cultura e desde então um dos objetivos do projeto foi o de preservar suas obras e estimular a continuidade do seu trabalho como artista.

Até o ano de 2014 a atuação do Ventre Livre foi diversa e territorializada na Vila Jardim, recebendo alguns prêmios importantes, além de projetos que impulsionaram a sua atuação: Dois Prêmios Interações Estéticas Residências artísticas em Pontos de Cultura, Prêmio Pontinho de Cultura 2010 e o projeto LabCultura Viva. Foi neste ano, também, que teve a produção audiovisual produzida em oficinas do Ponto veiculada no Canal Universitário do Rio de Janeiro pela distribuidora da Fiocruz.

Em 2019 e 2020, já com atividades mais pontuais e com sede no Centro Histórico de Porto Alegre, inicia ciclos de oficinas de Produção Audiovisual e Trilha Sonora, manutenção do acervo de Paulo Montiel e preservação da memória do Tambor de Sopapo. O ano de 2019 foi marcado, também, pelo falecimento de Paulo Montiel, a partir disso, foca no registro de falas e histórias de diversos mestres griôs através do programa Heavy Hour.

Ventre Livre
Traz uma dimensão utópica para a gravidez. Marca a possibilidade de transformação na relação entre gerações. Não deixa esquecer que a desigualdade social no Brasil também foi construída por anos de escravidão e que hoje ainda está vinculada às barreiras sociais geradas pelo racismo. Destaca a arte e a educação como modo de alcançar a liberdade de escolha e o usufruto dos direitos humanos. Liberdade para viver o próprio corpo e ser feliz.